4 de dezembro

@epistarse | dezembro 04, 2017 Deixe seu comentário


Hoje é dia 4 de dezembro de 2009, hoje é dia das tempestades, hoje é dia dos ventos, hoje é dia de Iansã, Santa Bárbara. E hoje é um dia que eu resolvi que eu vou fazer uma diferença na minha vida, em quem eu sou. Hoje eu acordei e eu pedi inspiração, pedi caminhos abertos, pedi luz, luz, luz para que eu pudesse fazer coisas diferentes em mim, no mundo, nas pessoas e eu tava passando em frente ao jardim botânico e eu lembrei que eu não vinha ao jardim botânico desde que eu tinha 5 anos de idade e “que eu acho que eu ser feliz quando for pra Bahia, quando eu for pra um país maravilhoso” mas que eu não vinha para o jardim botânico já fazia anos, sei lá 10/15 anos, e eu entrei desliguei meus celulares, infelizmente estou de salto, mas estou quase arrancando, ficando descalça e no dia da tempestade começou a chover, começou a chover uma chuva assim, que limpa, sabe, uma chuva que lava, que tira, que manda embora, sabe, uma chuva transformadora, e eu não sei porquê eu achei minha máquina dentro da minha bolsa e eu quero registrar esse momento e eu quero dizer que eu quero todos os dias fazer uma coisa diferente, por mim, para me transformar, para me sacudir, para me tirar da minha rotina, do meu cotidiano, dos meus costumes, da minha pequenez, dos meus problemas que eu acho que tem um tamanho que eles não existem, porque se eu vou ver o meu tamanho perto desse planeta, se eu for ver o planeta perto do Cosmo, se eu for ver a grandiosidade da vida e das coisas que podem acontecer no meu caminho, eu não tenho problema nenhum na verdade, ninguém tem, é lógico, dificuldade, essa mania de achar que é uma dificuldade, de achar que não está pronto, de achar que não é a hora, de se sentir inseguro, todo mundo passa por isso, eu passo por isso o tempo inteiro, independente da onde eu esteja, do que eu esteja fazendo, vai ser assim com todo mundo, a diferença é como você lida com isso, eu decidi que eu não vou me calar e ninguém vai me calar, não é uma sociedade, não é um sistema, não é uma empresa, não é um pai, não é uma mãe, nada, entendeu? Só que eu quero ter muita consciência e muita sabedoria para abrir os meus caminhos e fazer as escolhas certas, uma vez a Camila Amado me disse que é preciso ter força para aguentar a angústia das escolhas que se faz, eu não quero ter um angústia no meu caminho, porque eu quero fazer as escolhas certas e sabe como eu vou fazer as escolhas certas? Com sobriedade, com consciência, porque a maior loucura, a maior loucura que pode ter nesse mundo, é você ser uma pessoa consciente, é você ser uma pessoa sóbria, lúcida e comprometida com a transformação do mundo e das pessoas, sabe, você querer fazer o bem, é a maior loucura e a maior bondade e a maior beleza que pode existir no mundo e eu quero limpar as minhas máscaras altruístas, limpar o meu discurso de Miss Brasil que às vezes eu também caio nessas minhas máscaras, mas eu quero fazer a diferença, eu quero fazer o bem para mim, para minha vida, entende? Eu quero ser livre, livre da minha teimosia taurina, livre das minhas pequenezes, sabe, livre de tudo, livre de tudo e trazer o bem e transformar, isso não pode ser errado, entendeu? E eu tô cansada, cansada de ninguém falar nada, de ninguém fazer nada, de ficar todo mundo passando, todo mundo olhando, passaram umas trezentas pessoas aqui me olhando como se eu fosse louca, mas essa é a loucura que eu quero, a loucura da consciência, a loucura de tá aqui, no dia da tempestade, agradecendo a chuva, me limpando com a chuva, reconhecendo todos os meus problemas pequenos e fazendo uma transformação nisso, entende? Porque assim, ficar sentado em casa, ficar esperando as coisas acontecerem, ficar meio passiva no mundo, já tem muita gente que é assim, eu não sou e nem você, entendeu? Então eu peço assim, calma pro meu coração primeiro, porque eu sou muito afobada, eu peço caminhos abertos para que eu possa enxergar as escolhas e esses caminhos que que vão se abrir, porque é tudo criação mental, o que eu quero, eu consigo, eu que o digo? Todo mundo, é poder da mente, sabe o poder da prece, ontem me veio por intuição isso, quê que é rezar? quê que é fazer uma prece? É se ligar mentalmente com uma força maior, religar, religar é religião, não existe religião, existe prece, existe a forma que você religa, eu quero religar bem, pro bem, estando bem, fazendo o bem, compartilhando, enfim, eu não sei, sabe, se isso vai dar em alguma coisa e eu não sei se isso é só um rompante, uma besteira, mas eu vou fazer, porque parada eu não vou ficar, entendeu? E é isso, eu não quero também me sentir ridícula e nem fazer drama depois das coisas para me arrepender, sei lá também, tem que viver mais do que falar, né, falar é fácil, enfim, luz, luz, luz, caminhos abertos, muito intuição, muito intuição e sabedoria, eu vou tomar chuva, eu vou me limpar, eu vou, vou mentalizar coisas boas para mim e vamos, sabe, vamos, vamos, vamos, vamos, vamos, vamos, vamos mais, vamos mais, vamos na consciência, entendeu? Na consciência, no prazer com consciência, na vida com consciência, na sabedoria, caminhos abertos, fazer o bem, ser o bem e seguir por aí, consciência ecológica, alimentar, de vida, sabe, no trato com as pessoas, com a relação, voltou a chover, eu vou tomar chuva, vou rodopiar, e vou fazer esse vestido aqui ô, lá do Pelourinho, brilhar aqui no Jardim Botânico no Rio de Janeiro, dezembro, 4, 2009, caminhos abertos, vou tomar chuva, vou limpar, tchau sapato, salto incomoda, atrapalha, ah não acredito.

Livre, isso me lembrou da twitcam, quero ser livre de mim mesma.
Carolinie Figueiredo
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